As 5 suturas mais usadas na Odontologia: guia completo para escolher o fio ideal

Conheça as 5 suturas mais usadas na odontologia, as indicações, vantagens e como escolher o fio ideal para cada caso clínico.

Surgical Sutures

Se você atua na clínica ou está presente no universo da cirurgia oral, provavelmente já se deparou com uma dúvida recorrente entre estudantes e profissionais recém-formados: afinal, quais são as suturas mais usadas na odontologia e como a escolha impacta diretamente o resultado de uma cirurgia?

A resposta não é simples nem única, porque cada caso clínico pede um raciocínio próprio, mas existem cinco tipos de sutura odontológica que dominam o dia a dia dos consultórios brasileiros. Sem dúvida, entendê-los a fundo é o primeiro passo para cirurgias mais previsíveis e pacientes mais satisfeitos.

Neste artigo, vamos explorar cada uma das suturas mais usadas na odontologia, suas indicações, vantagens e particularidades, com base em literatura técnica e na prática clínica consolidada. Ao final, você terá um panorama claro para conversar com sua equipe, treinar residentes ou simplesmente atualizar seus conhecimentos sobre cirurgia odontológica.

Como classificar as suturas mais usadas na odontologia

Antes de listar os tipos, vale entender o critério que orienta a escolha: todo fio de sutura é classificado de acordo com:

  • A natureza do material (biológico ou sintético);

  • O número de filamentos (monofilamentar ou multifilamentar);

  • A capacidade de absorção (absorvível ou não absorvível);

  • A presença ou não de revestimento.

Esses quatro aspectos determinam como o fio se comporta dentro da boca: sua resistência à tração, a quantidade de biofilme que acumula, o conforto do paciente e o tempo de permanência no tecido.

Diâmetro do fio

As numerações (como 3-0, 4-0, 5-0 ou 6-0) indicam a espessura do fio: quanto maior o número antes do zero, mais fino e delicado ele é, sendo reservado para tecidos sensíveis como mucosas e regiões estéticas. Já calibres mais grossos são indicados para suturas que exigem maior suporte tecidual, como em cirurgias mais extensas.

Essa lógica de diâmetro é praticamente universal entre os fabricantes, o que facilita a padronização de protocolos clínicos e ajuda a entender, na prática, por que determinados materiais se consolidaram como as suturas mais usadas na odontologia brasileira.

Agora, vamos aos tipos:

1. Fio de Nylon (Poliamida)

O fio de nylon é, hoje, um dos materiais não absorvíveis mais utilizados em cirurgia bucal, e por bons motivos.

Nylon monofilamentar

Trata-se de um fio monofilamentar sintético, com excelente tolerância tecidual e baixíssima reação inflamatória, o que o torna especialmente indicado para suturas de pele, fechamento de incisões em cirurgias orais e maxilofaciais, fixação de enxertos e membranas em implantodontia.

Por ser monofilamentar, o fio acumula menos biofilme do que fios trançados, reduzindo o risco de infecção secundária — um diferencial relevante quando falamos em cicatrização pós-cirúrgica.

Na linha de suturas Biosut, por exemplo, o fio de nylon monofilamentar (Ultralon) está disponível em diferentes calibres e cores, oferece alta resistência à tração e excelente deslizamento pelos tecidos, características que fazem diferença no manuseio do fio, durante o procedimento.

Nylon multifilamentar

O nylon também existe em versão multifilamentar trançada, como o Etralon, da Biosut. Diferentemente do monofilamentar, esse fio é siliconizado e oferece maior maleabilidade e fixação do nó cirúrgico, sendo uma opção técnica interessante para tecidos profundos, mucosas ou áreas de difícil acesso, onde a segurança do nó é prioridade.

A contrapartida é que, por ser trançado, tende a reter mais fluidos e biofilme do que o monofilamentar, o que reforça por que o nylon monofilamentar segue sendo a escolha mais frequente na rotina odontológica geral, enquanto o multifilamentar entra como alternativa para cenários clínicos mais específicos.

2. Fio de Seda

A sutura de seda é um dos materiais mais antigos da história da cirurgia, e mesmo com o avanço dos sintéticos, ela continua presente na rotina odontológica.

É um fio multifilamentar, de origem animal (proveniente do casulo do bicho-da-seda), conhecido por sua maciez e facilidade de manuseio, o que facilita a confecção de nós seguros. Costuma ser utilizada em calibres 3-0 ou 4-0 na prática de rotina, e em calibres mais finos, como 4-0 ou 5-0, para o fechamento de incisões cutâneas mais delicadas.

Tecnicamente, é classificada como não absorvível, embora a literatura registre que, em cerca de dois anos, ocorra degradação progressiva por proteólise.

Por ser trançada, tende a acumular mais biofilme do que os monofilamentares, o que exige orientação cuidadosa de higiene ao paciente durante o pós-operatório. Ainda assim, sua maleabilidade a torna uma escolha consagrada por muitos cirurgiões-dentistas, sobretudo em suturas cutâneas e situações em que o conforto de manuseio é prioridade.

3. Fio de Poliglactina 910 (Vicryl)

Quando o objetivo é evitar uma segunda visita só para remoção dos pontos, os fios absorvíveis sintéticos entram em cena, e a poliglactina 910 é um dos mais populares nesta categoria.

Trata-se de um fio multifilamentar, composto por um copolímero de glicolida e lactida, que mantém boa resistência inicial e é gradualmente absorvido pelo organismo. É especialmente indicado para suturas em mucosas e planos profundos, onde a remoção manual seria mais complexa ou desconfortável para o paciente.

Esse tipo de fio costuma ser a escolha preferencial em cirurgias periodontais, exodontias mais complexas e procedimentos de implantodontia, justamente por dispensar retorno exclusivo para retirada da sutura — um ganho de praticidade tanto para o profissional quanto para quem está sendo tratado.

4. Fio de Algodão

Menos comentado, mas ainda presente em algumas rotinas clínicas, o fio de algodão é um material multifilamentar, não absorvível, conhecido por sua boa resistência e flexibilidade.

Por ser um material natural e de menor custo, segue sendo uma alternativa válida em determinados contextos, principalmente onde o orçamento e a disponibilidade de materiais são fatores decisivos. Como todo fio trançado, exige atenção redobrada à higiene bucal do paciente durante a cicatrização.

5. Fio de Polipropileno

Fechando nossa lista, o polipropileno é um fio sintético, monofilamentar e não absorvível, reconhecido pela alta resistência à tração e pela durabilidade.

É frequentemente indicado quando se espera uma sutura de longa duração, em razões clínicas que exigem suporte tecidual prolongado. Por ser monofilamentar, compartilha com o nylon a vantagem de menor acúmulo de biofilme, mantendo um perfil de baixa reação inflamatória.

Como escolher o fio certo para cada caso

A escolha da sutura para cirurgia odontológica considera vários critérios

Não existe um fio "melhor" de forma absoluta: a escolha depende do tipo de tecido, da extensão da incisão, do tempo esperado de cicatrização e da preferência técnica de cada cirurgião-dentista.

Por isso, contar com um fornecedor que ofereça um portfólio completo, com diferentes calibres, materiais e níveis de absorção, facilita a adaptação a cada protocolo clínico. As linhas de suturas Biosut reúnem opções de nylon monofilamentar, multifilamentar e seda de alta performance. Um caminho prático para quem busca padronizar a qualidade do material cirúrgico utilizado na clínica.

Independentemente da escolha, vale lembrar que a técnica de sutura, o cuidado na manipulação tecidual e a orientação pós-operatória ao paciente são tão determinantes para o sucesso da cicatrização quanto o próprio material do fio.

Conhecer profundamente as características de cada uma das suturas mais usadas na odontologia é o que permite ao cirurgião-dentista tomar decisões mais seguras e personalizadas para cada caso.

Conheça a linha completa de suturas Biosut.

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