Rede hemostática: inovação no controle de sangramento

Como a rede hemostática otimiza o controle de sangramento difuso em cirurgias. Conheça a técnica, as vantagens e a linha exclusiva Biosut.

técnicas Cirúrgicas

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jan. de 2025

Rosto feminino com procedimento de rede hemostática
Rosto feminino com procedimento de rede hemostática
Rosto feminino com procedimento de rede hemostática

Em cirurgias de lifting facial, hematomas eram a principal complicação pós-operatória, afetando até 14% dos pacientes. Essa estatística mudou radicalmente quando dois cirurgiões brasileiros desenvolveram uma técnica revolucionária: a rede hemostática. Hoje, estudos científicos comprovam resultados impressionantes no controle dessa complicação.

O sangramento difuso, mesmo em pequeno volume, compromete o tempo cirúrgico, aumenta complicações e retarda a recuperação. A rede hemostática surgiu como solução elegante e eficaz, baseada em princípios biomecânicos, que distribuem pressão de forma homogênea, controlando hemorragias capilares, sem agressão tecidual excessiva.

Esta abordagem inovadora não apenas otimizou o campo operatório, mas também elevou os padrões de segurança e os resultados estéticos para o paciente.

Como nasceu a rede hemostática: inovação brasileira reconhecida mundialmente

A rede hemostática nasceu de um problema que desafiava cirurgiões. Nas ritidoplastias (lifting facial), o descolamento da pele criava um "espaço morto" onde o sangue se acumulava. O resultado eram hematomas em até 14,2% dos casos, dor prolongada, necessidade de drenagem cirúrgica e comprometimento do resultado estético.

Os cirurgiões Luiz Augusto Auersvald e André Auersvald, de Curitiba (PR), observaram que em abdominoplastias os pontos de adesão internos de Baroudi eliminavam seromas com eficácia. E pensaram na alternativa de adaptá-los para a face.

A solução inovadora

Pontos internos não funcionavam na face devido à dinâmica tecidual. A resposta então foi a rede hemostática externa: pontos transfixantes contínuos em padrão de malha, atravessando pele e tecido profundo (SMAS-platisma), criando fechamento compulsório do espaço morto.

Comprovação científica

Entre 2009 e 2011, a técnica foi aplicada em 366 pacientes consecutivos. Os resultados, publicados na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica (2012), foram significativos:

  • Grupo controle: 14,2% de hematomas;

  • Grupo com rede hemostática: 0% de hematomas;

  • Sem aumento de isquemia ou necrose.

Desde então, a técnica ganhou reconhecimento internacional e expandiu suas aplicações para diversas especialidades, consolidando-se como marco na cirurgia moderna.

O que é a rede hemostática e como funciona

A rede hemostática é uma trama interligada de pontos superficiais estrategicamente distribuídos sobre a área de sangramento difuso. Funciona como um "colchão compressivo" que coapta os tecidos e oclui pequenos vasos sanguíneos, sem a necessidade de ligaduras individuais ou cauterização excessiva, que podem ser mais agressivas aos tecidos.

Diferencial biomecânico

Enquanto a ligadura convencional foca em vasos específicos e a cauterização usa calor para coagular o sangue, a rede hemostática aborda o sangramento difuso de forma gentil e abrangente, respeitando a fisiologia tecidual:

  • Distribui pressão uniformemente, evitando pontos de isquemia localizada, que poderiam comprometer a vitalidade do tecido;

  • Minimiza dano tissular, reduzindo a necrose e a inflamação pós-operatória, contribuindo para uma recuperação mais tranquila;

  • Preserva a vitalidade dos planos cirúrgicos, sem carbonização ou crostas, mantendo a integridade dos tecidos;

  • Favorece uma cicatrização superior ao criar um ambiente tecidual otimizado, livre acúmulo sanguíneo, de forma mais limpa e eficiente.

Princípios fundamentais da técnica

  1. Fechamento mecânico compulsório: força o contato íntimo entre a pele e os tecidos profundos, eliminando o espaço potencial para o acúmulo de sangue e fluidos;

  2. Prevenção, não correção: diferentemente de drenos (que removem líquido já acumulado), a rede hemostática impede a formação do problema na origem;

  1. Compressão homogênea: o padrão em malha distribui a pressão uniformemente sobre a área operada, sendo superior a curativos compressivos, que podem gerar pontos de pressão excessiva ou insuficiente;

  1. Temporária e removível: os pontos permanecem por um período curto, geralmente 48-72 horas, e são removidos sem deixar marcas permanentes.

Indicações clínicas: versatilidade comprovada

A rede hemostática é aplicável em diversas especialidades onde o sangramento difuso desafia o controle convencional, demonstrando sua versatilidade e eficácia:

  • Cirurgia plástica: lifting facial (indicação original), cirurgia plástica corporal;

  • Mastologia: cirurgia mamária;

  • Dermatologia cirúrgica: reconstruções após ressecções oncológicas extensas e grandes retalhos cutâneos.

Benefícios para o paciente: recuperação mais rápida e resultado superior

A rede hemostática transforma a experiência pós-operatória, oferecendo vantagens significativas ao paciente, que impactam diretamente sua qualidade de vida e satisfação:

  • Zero ou mínimos hematomas: eliminação da principal complicação que causa desconforto e prolonga a recuperação;

  • Recuperação acelerada e com menos dor: a ausência de acúmulo líquido favorece uma cicatrização mais rápida e menos dolorosa;

  • Menor risco de infecção: um ambiente cirúrgico livre de acúmulo de sangue reduz as chances de proliferação bacteriana;

  • Resultado estético superior: a cicatrização ocorre de forma mais limpa e discreta, contribuindo para um resultado final mais satisfatório.

Vantagens para o cirurgião: precisão e segurança elevadas

Cirurgiões aplicando a rede hemostática

Para o profissional, a técnica oferece controle previsível e desempenho otimizado, elevando a qualidade do ato cirúrgico.

A rede hemostática permite um campo operatório limpo, com o sangramento sob controle e visualização mais clara, essencial para a precisão cirúrgica e para evitar lesões inadvertidas.

Há ainda uma redução do tempo operatório, agilidade para execução de passos subsequentes e menor taxa de reintervenção.

A qualidade da sutura é decisiva para a rede hemostática

A rede hemostática depende intrinsecamente da qualidade do fio cirúrgico. Suturas que arrebentam, perdem a tensão ou agulhas que entortam comprometem toda a técnica, colocando em risco o resultado cirúrgico e a segurança do paciente. Por isso, cirurgiões que dominam a rede hemostática escolhem a sutura de nylon monofilamentar 5-0 com 70cm e agulhas de 3,0cm, 3,5cm e 4,0cm, com características específicas e de alta performance:

  • Alta resistência à tração: suporta a tensão necessária para manter a coaptação dos tecidos sem ruptura prematura;

  • Baixa reatividade tecidual: minimiza a inflamação e a resposta do organismo ao corpo estranho, favorecendo a cicatrização;

  • Deslizamento suave: permite que o fio passe pelos tecidos com menor atrito e que a remoção dos pontos seja atraumática para o paciente;

  • Agulha premium: garante uma penetração precisa e suave nos tecidos, minimizando o trauma e facilitando a execução da técnica.

Linha exclusiva Biosut para rede hemostática

A Biosut compreende a importância da qualidade do material para o sucesso da rede hemostática. Por isso, desenvolveu suturas cirúrgicas especificamente otimizadas para a execução perfeita dessa técnica. Nossa linha 5-0 de nylon monofilamento combina características que garantem desempenho superior e a confiança que o cirurgião precisa:

Especificações técnicas

  • Comprimento: fios com 70 cm, uma extensão ideal para a construção da rede sem interrupções desnecessárias e agulhas com 3,0cm, 3,5cm 4,0cm, otimizando o tempo cirúrgico;

  • Agulha AISI 300 premium: fabricada com aço inoxidável de alta qualidade, garante penetração atraumática e precisão cirúrgica, minimizando o dano tecidual;

  • Cores: disponível em preto e incolor, oferecendo excelente visibilidade no campo operatório, adaptando-se às preferências do cirurgião e às necessidades do procedimento.

Nossas suturas são produzidas sob os mais rigorosos padrões internacionais, com certificações ISO 9001, ISO 13485 e Boas Práticas de Fabricação (BPF), assegurando a rastreabilidade e a consistência de cada produto.

A escolha certa para resultados previsíveis

A rede hemostática representa o que há de mais avançado em controle de sangramento difuso: uma técnica comprovada cientificamente, reconhecida internacionalmente e, com orgulho, desenvolvida por brasileiros. Sua eficácia, porém, depende intrinsecamente da técnica e da qualidade dos materiais utilizados.

A Biosut orgulha-se de fornecer uma linha exclusiva de suturas cirúrgicas para a rede hemostática. Com mais de 30 anos de expertise na fabricação de suturas cirúrgicas, oferecemos aos profissionais de saúde os melhores dispositivos médicos para otimizar procedimentos e garantir a segurança do paciente.

Para conhecer nossa linha exclusiva para rede hemostática, solicitar amostras técnicas ou tirar dúvidas sobre aplicação, entre em contato com nossa equipe de vendas, pelos canais disponíveis aqui no Blog!