Cola cirúrgica: quando usar e quais as vantagens para o fechamento cirúrgico
A cola cirúrgica é uma evolução em fechamentos cirúrgicos. Conheça quais as indicações e as vantagens.
jan. de 2025
No cenário dinâmico da medicina moderna, há uma busca constante por técnicas de fechamento cirúrgico que otimizem a recuperação do paciente e a eficiência do procedimento. As colas cirúrgicas surgem como uma solução inovadora, complementando ou, em alguns casos, substituindo métodos tradicionais de suturas e grampos.
A escolha da técnica correta de fechamento cutâneo impacta no sucesso de qualquer intervenção, interferindo diretamente no resultado estético e funcional. A evolução dos dispositivos médicos trouxe ao mercado opções que oferecem maior segurança, praticidade e conforto, como a cola cirúrgica.
O que é a cola cirúrgica e como funciona?
A cola cirúrgica é um adesivo tecidual à base de octil-cianoacrilato, desenvolvida para promover o fechamento de incisões e lacerações cutâneas. Seu mecanismo de ação é relativamente simples, mas altamente eficaz: ao entrar em contato com a umidade da pele, o monômero de cianoacrilato polimeriza rapidamente, formando uma película flexível e impermeável. Essa barreira física mantém as bordas da ferida coaptadas, protegendo-a contra a entrada de microrganismos e fluidos externos.
Diferentemente das suturas, que penetram o tecido, ou dos grampos, que o comprimem, a cola cirúrgica atua superficialmente, criando uma ponte adesiva. Essa característica minimiza o trauma tecidual e a reação inflamatória, contribuindo para uma cicatrização mais limpa. Além disso, não há necessidade de remoção do material adesivo, que se desprende progressivamente em cerca de 5 a 10 dias.
Quando usar a cola cirúrgica
A aplicação da cola cirúrgica deve ser criteriosa, focando em situações onde suas características oferecem o maior benefício. Ela é ideal para o fechamento de pele com baixa tensão e boa coaptação das bordas, como em incisões lineares e pequenos portais cirúrgicos. Por exemplo, em procedimentos laparoscópicos ou em cirurgias plásticas menores, onde a precisão e o resultado estético são cruciais.
Além disso, a cola pode atuar como um adjuvante sobre suturas cutâneas dérmicas, reforçando o fechamento e proporcionando uma camada protetora adicional. Em casos de lacerações superficiais bem irrigadas, sem perda de tecido e com bordas limpas, a cola cirúrgica oferece uma alternativa rápida e eficaz.
Sua versatilidade se estende até mesmo a aplicações em medicina veterinária, demonstrando a amplitude de seu uso em diferentes contextos clínicos.
Vantagens para o cirurgião
Para o cirurgião, a adoção de colas cirúrgicas representa uma série de benefícios operacionais. A aplicação rápida e sem a necessidade de nós ou pontos complexos otimiza significativamente o tempo de fechamento da incisão, liberando o profissional para outras etapas do procedimento ou para atender mais pacientes. Essa agilidade não compromete a segurança, mas sim aprimora a eficiência.
A previsibilidade técnica da cola cirúrgica, aliada à sua capacidade de formar uma barreira protetora, confere confiança ao profissional, sabendo que o fechamento será seguro e duradouro.
Benefícios para o paciente
O paciente também colhe benefícios significativos da utilização da cola cirúrgica. A experiência pós-operatória é notavelmente mais confortável, uma vez que não há a necessidade de retirada de pontos, eliminando uma etapa que pode gerar ansiedade e dor. Percebe-se ainda uma menor dor no fechamento e durante o período de cicatrização.
Em termos estéticos, o resultado cosmético da cola cirúrgica é frequentemente comparável, ou até superior, ao das suturas tradicionais, especialmente em incisões limpas e de baixa tensão. A película formada pela cola se desprende naturalmente em cerca de 5 a 10 dias, à medida que a epiderme se regenera, sem deixar marcas de pontos. Isso facilita a rotina do paciente e melhora a satisfação com o processo de recuperação.
Boas práticas: como usar a cola cirúrgica corretamente
Para garantir a eficácia e a segurança da cola cirúrgica, é fundamental seguir um protocolo de boas práticas. Primeiramente, a hemostasia adequada é indispensável, já que a presença de sangramento ativo pode comprometer a adesão da cola. As bordas da ferida devem estar limpas e completamente secas, para permitir a polimerização ideal do adesivo. A coaptação das bordas sem tensão é outro ponto crítico, pois a cola não deve ser utilizada para fechar feridas sob estresse mecânico significativo.
A aplicação deve ser feita em camadas finas e uniformes, apenas na epiderme, evitando o preenchimento da ferida, o que poderia prejudicar a cicatrização. Em feridas mais profundas, a combinação com suturas dérmicas pode ser necessária para garantir a resistência do fechamento.
Contraindicações
Embora versáteis, as colas cirúrgicas possuem contraindicações claras que devem ser respeitadas para a segurança do paciente. Elas não são indicadas para uso em áreas úmidas ou em mucosas, pois a umidade excessiva pode interferir na polimerização e na adesão. A região periocular também é uma contraindicação devido ao risco de irritação, adesão acidental aos cílios ou à conjuntiva.
Feridas com sinais de infecção ativa não devem ser fechadas com cola cirúrgica, pois isso poderia selar a infecção, impedindo a drenagem e agravando o quadro.
Da mesma forma, casos com alta tensão e movimento intenso, como articulações ou áreas de grande estresse mecânico, não são adequados para o uso exclusivo da cola cirúrgica, pois a adesão pode ser comprometida.
Cola cirúrgica veio para ficar?
A integração das colas cirúrgicas na prática médica representa um avanço significativo, oferecendo uma alternativa eficaz e confortável para o fechamento de incisões. A chave para o sucesso reside na escolha correta da cola, no caso clínico apropriado e na aplicação da técnica correta. Quando esses três elementos se alinham, os benefícios para o cirurgião (eficiência e segurança) e para o paciente (recuperação e estética) são inegáveis.
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Cola cirúrgica Liquiband Exceed
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Sua compatibilidade com diferentes técnicas de fechamento permite que o cirurgião tenha a flexibilidade necessária para adaptar o tratamento às particularidades de cada paciente e procedimento, sempre com a confiança de estar utilizando um produto de ponta.
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